sexta-feira, 3 de abril de 2015

Subi à montanha

No lusco-fusco de louca esper’ a meditar
Subi à montanha sagrada de mescla cor
Jorrar marés laroucas em esplendor
Num milionário embrião de beijos a espreitar

Eis um tapetinho d’ amor com franjinhas
N’abraços loucos e fofos cresce a malha
Sensualíssimo entre línguas na batalha
E os corpos coladíssimos sem ladainhas

Elaborei  tudo naquela montanha a leste
Pequei um pouco mas meditei ao senhor
Adivinhaste, talvez fosses vidente e vieste

E com pena de mim vero e puro, eis-te
Eis-te  enxurrada d’ amor sem sabor
E lavei-te n’esperas  finitas e morreste.



Funchal, 03 de abril de 2015
Maria Luzia Fronteira




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