terça-feira, 26 de agosto de 2014

Para ele


Que mesclas benditas, são essas que saem de ti
Nessa fé semântica de luxo morgado e mareante
Benigna assim de cruz parada, de cruz bailante
Tal como o terço que rezo, que carrego aqui

Ainda assim, mesmo sem a tua permissão
Deitei-me também mareada sobre ti
Importado, extremoso e gigante, assim te vi
Amor tão fusco, como tão galante, como tão…

Não obstante fechei os olhos nesses teus latos
E cheiravas-me não só a leitos de lírios e violetas
Mas também a tintos esparrelas e absintos

E eramos dois pasmados olhos nos olhos, fartos
Tu de mim e eu de ti em tão ror de patetas letras
Sarelhand’ eclipes num só coro de labirintos

Maria luzia Fronteira
Funchal, 13 de abril de 2013





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