terça-feira, 5 de agosto de 2014

Azul, azulinho


Azul de tão azulinho vocifera, azul céu
Salvé escaninho no mundo entontecido
Caldo d’infusão no corpo desguarnecido
Céu de todo azul, de seca senil, ao léu.

Azul, gigantesco tunel clarão, azul manto
Azul, arquejante quase mi  corpo exilado
Débil, mudo, fútil gemido enfim, destinado
Maestro azul no céu, no mar, pachorrento.

Azul, tam no casulo salífera azulinha e canta
Azul, pomposo, azul vaidoso metáfora louca
Mui quieta qued’ aqui no ser vera revolta.

Nas mãos baraço, fedelho fosco azul anta
Art’infante bento azul azulinho limalha oca
Monda chama de corpo e alma, nota solta  


Maria Luzia Fronteira
Funchal, 17 de abril de 2012 



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