domingo, 3 de agosto de 2014

Ataraxia


Apreciemos as vistas, sem mais digitais, nem malefícios
Amor, prósperos assim, sem acaríases de verve canção
E ao campanil tilintão de thriler agoirento e sabichão
Mandemo-lo à vidinha de calhambeque n’ artíficios

Amor, enlacemos as mãos e apreciemos sem rodeios
Aquela tapeçaria bela e fina bordada a ponto d’oiro fino
N’explanada serra verde, sem ditas cartas ao destino
Sem oiras, nem desatinos sejamos sábios e saloios

Já vistes a murteira, os jamboeiros e os loureiros mortos
D' adubo feito aos que já florescem vulcâneos, pomposos
Olha também os pés-de-galo, saltitando rédeas de vistosos

Não nos deixemos levar, por cartomantes vindoiros d’olhos
Postos olhados em birras, chios, urros, e uivos desditosos
Amemo-nos sem matreiras e sem fantoches d’ abrolhos

Maria Luzia Fronteira
Funchal, 12 de novembro de 2012





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