domingo, 4 de novembro de 2012

Vamos amor




Amor, vamos pel’alegre mira que se avizinha, vamos
Até ao lume da montanha, sem o cambapé e a fuinha
Das parolas malignas do juá-de-las vinhas e companhia
Antes q´ o sol s’ alevante da soirée, arteiros prossigamos

Acordemos … pé ante pé, às mirras labíadas e polvorosas
D’ aromas, às boninas carnosas de folhadal verde imaculado
E entremos de soslaio ao de leve canto, oh  amante meu arado
Campo de zéfiros floras de suspiros, oh das carnes graciosas

Abracemo-nos confiantes no porvir , qu’é  breve e arroteemos
E invistamos nossas bocas n’ ósculos imaturos plo’ solstícios
Apelando aos pelouros manjares lascivos em nós, desusados

E já na última peripécia do evento sem receios, avancemos
Lambuzemo-nos do cabeçalho ao rodapé em exercícios
E confessemos nossos corpos possantes de tam pecados.

Maria Luzia Fronteira
Funchal, 04 de novembro de 2012