Sábado, 25 de Fevereiro de 2012





… já não sei de mim

Parido o corpo na vertical
… já não sei de mim
As mãos no vai vem penoso assim
Trémulas na eriçada pela horizontal

É o teu silêncio, é o meu silêncio anunciado
E a saudade pula na gula de manjar intenso
Do recanto insaciado, frio e tenso
Esmorecido num tom baço e pardo

Somos só um par de silhuetas expostas
À mercê da saudade
Ladeados de matizes nas praças oníricas

…já não sei de mim
E pergunto aos ventos
Pelo corpo de um deus adormecido…

Funchal, 25 de fevereiro de 2012
Maria Luzia Fronteira

1 comentários:

Filipe Campos Melo disse...

A permanente força da tua poesia

já tinha saudades de te ler

Bjo.