… já não sei de mim
Parido o corpo na vertical
… já não sei de mim
As mãos no vai vem penoso assim
Trémulas na eriçada pela horizontal
É o teu silêncio, é o meu silêncio anunciado
E a saudade pula na gula de manjar intenso
Do recanto insaciado, frio e tenso
Esmorecido num tom baço e pardo
Somos só um par de silhuetas expostas
À mercê da saudade
Ladeados de matizes nas praças oníricas
…já não sei de mim
E pergunto aos ventos
Pelo corpo de um deus adormecido…
Funchal, 25 de fevereiro de 2012
Maria Luzia Fronteira


1 comentários:
A permanente força da tua poesia
já tinha saudades de te ler
Bjo.
Enviar um comentário