sábado, 19 de novembro de 2011

Alecrim


Alecrim, aurífera levitação...arca vidente
Urzal dos montes, miúdo das ribanceiras
E graúdo da ribalta de tudo, oh das capelas
Alecrim d’alçada, da laje da cruz...eloquente

Monarquia labíada pousada...mirrad’ alecrim
Verdejante de flor hirta, eriçad’ arroxeada
Mirra, mirral incenso da serra, barroca pérola
Cúpul' ermida, norteira viçosa de flor mirim

Cordel d’aroma… mestiça na cruzada veloz
Içada viscosa... mau olhado…d’olhar poente
Alecrim, alecrim contumácia arcaica albatroz

Abunda via fria, cinza tinta traçad’ horizonte
No altar,  na planura, na romaria e na gente
Circunda vénia punhal d’ ânsia, auge da fonte.

Funchal, 19 de Novembro de 2011

Maria Luzia fronteira

2 comentários:

Irene Alves disse...

Gostei de conhecer seu blogue.
Poesia é algo que me diz muito.
Saudações
Irene

Maria Luzia Fronteira disse...

Grata pela sua visitinha.
Saudações
manuela