Vela, vela e tramela na noite, pela chalé
Como chacal de turba faminta e peregrina
Escorrendo o queixume em parafina
Na luz pagã, na luz divina, robusto pé.
Vela, desgostosa pel’ alvorada afora e aflora
Viril à janel’ a emoção anciã no pavio do dia
Solta a birra, solta a cor de acaso, solta a utopia
E solta o descaso tolo, que na besta mora.
As mãos escravas à vela, se escalpelam
Velam ao socorro angelical bendito
E os lábios virgens num cieiro maldito
De sanções gasosas que se aglomeram.
Maria Luzia Fronteira
Funchal, 01 de junho 2012





